10 – Por uma memória do cavaquinho brasileiro – 1ª parte

Nesse primeiro episódio dedicado ao cavaquinho, vamos conversar com o músico e pesquisador Pedro Cantalice. Bacharel no instrumento pela UFRJ, Pedro nos conta sua trajetória artística, sobre os estudos da origem do instrumento e da popularização do cavaquinho no Brasil. Para saber mais:  SEVERIANO. Pedro Henrique Cantalice. Memória do Cavaquinho Brasileiro no Arquivo Nacional  …

Leia mais 10 – Por uma memória do cavaquinho brasileiro – 1ª parte

Muquifu em ritmo e poesia

por Carina Martins “Você conhece um museu que guarda as memórias dos quilombos e favelas?”, questiona o rap de Mota Júnior (Feijão), enquanto imagens de objetos, fotografias e pessoas formam um rico, acelerado e colorido painel em meio a paredes cinzentas com alguns tijolos crus. Vejo mulheres negras em murais e releituras de pinturas famosas.…

Leia mais Muquifu em ritmo e poesia

Na morada dos mortos…

E a semana que se iniciou com o dia dos mortos, está prestes a terminar com uma visita ao Cemitério: o do Nosso Senhor do Bonfim, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Na verdade isso se deu há, exatamente, um ano, com a apaixonante aula de campo da professora Marcelina das Graças de Almeida, da Escola…

Leia mais Na morada dos mortos…

Rastros e restos nos interessam

Quem tem direito à cidade? Museu é lugar de estátua? Quantas cidades podemos conhecer em um museu? Sobre que cidades nos contam os museus? Os museus preservam o que queremos ou o que não querermos mais? O texto a seguir, embora escrito sob a inspiração de perguntas dessa natureza, não oferece respostas, mas é um…

Leia mais Rastros e restos nos interessam

09 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 3ª parte

Na terceira e última parte da nossa conversa com o músico e pesquisador português Paulo Esteireiro, abordamos a influência do braguinha na música popular urbana nas Américas, como o bolero, tango, maxixe, jazz e o samba. Na próxima série, vamos falar do cavaquinho com o músico e pesquisador Pedro Cantalice.   FICHA TÉCNICA . Abertura…

Leia mais 09 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 3ª parte

08 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 2º Episódio da Série

Neste segundo programa dedicado ao Braguinha, o nosso convidado Paulo Esteireiro fala da importância da cidade de Funchal – capital da Ilha da Madeira, como primeira capital europeia fora da Europa e como isso foi determinante para todo um fluxo cultural entre os continentes africano, europeu e americano que passava pela ilha. Além disso, Esteireiro…

Leia mais 08 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 2º Episódio da Série

07 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 1º Episódio da Série

Estamos iniciando uma nova série dedicada a dois instrumentos irmãos quase gêmeos: o cavaquinho e o braguinha – talvez poucas pessoas saibam que esses instrumentos estão presentes em vários lugares do mundo, mesmo que recebendo nomes, formatos e afinações diferentes. Desde Portugal, passando pelo Havai, Cabo Verde até o Brasil.  E para falar desse tema,…

Leia mais 07 – Um Atlântico musical nas cordas do Cavaquinho e do Braguinha – 1º Episódio da Série

E o patrimônio?

O que é patrimônio para você? O ciclo de oficinas "Democracia e patrimônio" reuniu cinquenta pessoas interessadas em pensar sobre o tema. Um dos resultados é o vídeo editado por Alice Mello e Sofia Carneiro a partir das fotografias e narrativas apresentadas em sala pelos participantes.

Leia mais E o patrimônio?

Entre vandalismo e patrimônio

As atividades de uma equipe de educação museal junto ao patrimônio permitem reconhecer as diferentes versões, registrar e expor para debate. Se o patrimônio está preservado em museus, é possível ter um trabalho continuado sobre sua importância para os visitantes e decidir sobre sua permanência no acervo ou o seu descarte. Mas se o patrimônio está nas ruas, no espaço comum, não se tem a dimensão do que ele significa e seu impacto nas pessoas que interagem com ele. Como o significado de preservação e de vandalismo são inquestionáveis no espaço público, não é possível acompanhar as interpretações sobre o patrimônio ao longo do tempo. Não havendo espaço de debate e possibilidade de descarte, seria o caso de entendermos alguns atos de vandalismo como contestação do patrimônio e do imperativo da preservação? É passível de investigação? Seriam casos de criminalização?

Leia mais Entre vandalismo e patrimônio

Derrubar, ressignificar, redimensionar, tutelar e não apagar jamais.

No meio de todo este turbilhão ouvi muitas vezes a palavra ressignificação e resolvi ficar com ela, na falta de uma opinião bem fundamentada, que me permitisse tomar partido nesta “ciranda das estátuas”. Por sinal, e apesar de todas as minhas críticas à sociedade italiana (e são muitas), tutelar, proteger, ressignificar... Talvez poucos países façam tão bem quanto a Itália.

Leia mais Derrubar, ressignificar, redimensionar, tutelar e não apagar jamais.

Um cemitério de estátuas indesejadas

Nas palavras do arquiteto que o projetou, compreendemos o caráter pedagógico do lugar. “Este parque não é a crítica das estátuas, ou dos escultores, mas sim, a crítica da ideologia que usa as estátuas como símbolos de poder”. Nesse sentido, a proposta é que os monumentos sejam estudados como documentos da história nacional e também da história da arte, o que seria inviabilizado, caso a ideia inicial de total destruição fosse levada adiante, o que Eleõd comparou a uma “queima de livros”. Outro aspecto sublinhado é que não se trata sobre o comunismo, mas sim, sobre a queda do comunismo, o que é feito com a liberdade impensável no passado ali representado.

Leia mais Um cemitério de estátuas indesejadas

Estátuas em transe: iconoclasmo e assimetrias na produção da história

As cenas da estatua derrubada em Bristol percorreram o mundo, talvez com intensidade semelhante a do assassinato brutal de George Floyd. Edward Colston já não respirava, George Floyd já não respira. Um suspirou para a eternidade, em 1721, revivendo no bronze em 1895, quando a lembrança de seus atos como mercador de escravos não suplantavam a imagem de filantropo. O outro foi sufocado em 2020, quando as imagens da violência racial não cessam de se repetir, provando a força persistente de uma história que não passa apesar de todos os movimentos anti-racistas de ontem e de hoje. Na controvérsia aberta sobre a iconoclastia em curso, houve quem desqualificasse os atos contra os monumentos como gestos violentos. Sejamos honestos, uma estátua não é violentada - esse não é um qualificativo que se aplique ao bronze como se fosse carne.

Leia mais Estátuas em transe: iconoclasmo e assimetrias na produção da história

Por uma ciranda sem degolas e esquartejamentos

Percebo o valor e a importância das lutas simbólicas mas creio que todos desejamos mais. Nosso combate pode e deve ser travado no dia a dia, contra práticas genocidas, racistas, misóginas, homofóbicas e fascistas. Que o nosso arsenal simbólico cresça: dezenas, centenas, milhares de monumentos para instituirmos as memórias de negros, mulheres, indígenas, trabalhadores e perseguidos políticos, vítimas de tantas e tantas formas de violência. 

Leia mais Por uma ciranda sem degolas e esquartejamentos

Monumentos e insurreição popular: põe no museu ou deixa quebrar?

Lembrando de Lunatcharsky e da política pública soviética para monumentos e o patrimônio artístico, histórico e a própria memória, penso que o abismo que separa as diversas opiniões - sempre muito bem fundamentadas - daqueles que bradam pela prisão dos “vândalos”, ou que gritam “deixa quebrar” é, no final das contas, a grande ausência de políticas públicas de patrimônio, artes e memória voltadas para a reparação histórica, para a escuta de segmentos sociais historicamente oprimidos e explorados.

Leia mais Monumentos e insurreição popular: põe no museu ou deixa quebrar?

Museus contra a barbárie

No texto da semana passada, refletimos sobre como museus enaltecem o protagonismo da Princesa Isabel nas comemorações do 13 maio, negligenciando as lutas dos escravizados por sua liberdade. Hoje, Dia Internacional dos Museus, quando se inicia a 18ª Semana de Museus com o tema  “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão", abordamos o papel dessas instituições no combate ao racismo e a práticas de violência, que nos coloca diante da incompletude da Lei Áurea tão laureada, mas também criticada por não ter garantido a tão sonhada liberdade. Afinal, como diz o samba da Mangueira de 1988, o negro está “livre do açoite da senzala, mas preso na miséria da favela.” Livre do açoite da senzala?

Leia mais Museus contra a barbárie

Cartografia das memórias da ditadura civil-militar no Rio de Janeiro

Não há o que comemorar, mas é preciso lembrar para que não haja mais. São 56 anos do Golpe que instaurou uma Ditadura Militar no Brasil, por mais de vinte anos. Nesse exercício, o professor de História Vinícius Ávila oferece uma cartografia da cidade do Rio de Janeiro, com instituições que foram palco e cenário da violência do Estado nesse período, atualmente, invisibilizadas como tais. Contribuindo, assim, para a seção "Janelas abertas", Ávila mostra a importância da patrimonialização desses lugares para a memória e a educação.

Leia mais Cartografia das memórias da ditadura civil-militar no Rio de Janeiro

Educar e aprender em museus. Perspectivas para o ensino de História

O presente de Natal que construímos juntas/os e ganhamos neste final de ano é o que desejamos compartilhar com vocês: a apresentação do dossiê organizado por Carina Martins, Aline Montenegro e Francisco Régis e publicado no último volume dos Anais do Museu Histórico Nacional. Agradecemos imensamente a todas/os autoras/es que tornaram este sonho realidade.
Boas Festas!

Leia mais Educar e aprender em museus. Perspectivas para o ensino de História