As labaredas que nos queimam (I)

Dia 2 de setembro de 2018. Ainda estou chamuscada. Lembro de ver na televisão as primeiras notícias do incêndio no Museu Nacional. Meu whats app não parava de receber mensagens: colegas, alunos, familiares. Lamentos, revoltas, perguntas, choros. Eu me lembro de uma aluna ter gravado, aos prantos: é como se tivesse perdido alguém da minha família. Eu logo pensei – é isso, mas é mais que isso, toda nossa árvore genealógica desabando em serpentinas de fogo.