Tag: memórias em disputa monumentos em litígio

Rastros e restos nos interessam

Quem tem direito à cidade? Museu é lugar de estátua? Quantas cidades podemos conhecer em um museu? Sobre que cidades nos contam os museus? Os museus preservam o que queremos ou o que não querermos mais? O texto a seguir, embora escrito sob a inspiração de perguntas dessa natureza, não oferece respostas, mas é um…

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Entre vandalismo e patrimônio

As atividades de uma equipe de educação museal junto ao patrimônio permitem reconhecer as diferentes versões, registrar e expor para debate. Se o patrimônio está preservado em museus, é possível ter um trabalho continuado sobre sua importância para os visitantes e decidir sobre sua permanência no acervo ou o seu descarte. Mas se o patrimônio está nas ruas, no espaço comum, não se tem a dimensão do que ele significa e seu impacto nas pessoas que interagem com ele. Como o significado de preservação e de vandalismo são inquestionáveis no espaço público, não é possível acompanhar as interpretações sobre o patrimônio ao longo do tempo. Não havendo espaço de debate e possibilidade de descarte, seria o caso de entendermos alguns atos de vandalismo como contestação do patrimônio e do imperativo da preservação? É passível de investigação? Seriam casos de criminalização?

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Derrubar, ressignificar, redimensionar, tutelar e não apagar jamais.

No meio de todo este turbilhão ouvi muitas vezes a palavra ressignificação e resolvi ficar com ela, na falta de uma opinião bem fundamentada, que me permitisse tomar partido nesta “ciranda das estátuas”. Por sinal, e apesar de todas as minhas críticas à sociedade italiana (e são muitas), tutelar, proteger, ressignificar... Talvez poucos países façam tão bem quanto a Itália.

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